Estamos passando por constantes mudanças nos últimos anos, tanto na
economia como na política de mercado, tendo estas, influência direta ou
indireta sobre a tecnologia. Estas mudanças, tem levado as empresas,
cada vez mais a discutirem e buscarem formas de reduzirem custo, risco e
complexidade de seus ambientes de TI. Neste cenário, a virtualização se
tornou um componente chave para o desenvolvimento de uma estratégia
eficiente na busca destes objetivos. Dentre os desafios enfrentados nos
datacenters podemos destacar:
- Eficiência energética;
- Datacenters que atingiram a capacidade máxima;
- Servidores subutilizados;
- Gerenciamento e Segurança complexa dos servidores;
- Hardware e sistemas legados;
- Problemas de compatibilidade de aplicações;
- Crescimento exponencial dos dados.
Para entendermos um pouco mais sobre virtualização, temos de fazer um
paralelo entre o que é “real” e o que é “virtual”. Seguindo este
raciocínio, real é algo concreto, físico, enquanto o virtual está
associado a algo abstrato, assim, podemos definir virtualização como
sendo a criação de ambiente virtual que simula um ambiente real, de
forma que seja possível a utilização de sistemas e aplicativos, sem
necessidade de acesso a máquina, na qual estão hospedados.
Este termo não é novo, pois foi utilizado pela primeira vez em 1959, como “Múltiplas Aplicações” por Christopher Strachey e anos depois, a IBM chamou de “Múltiplos Sistemas Operacionais”
utilizando em seus mainframes, computadores de grande porte, capazes de
substituir vários servidores e executar diferentes sistemas
operacionais. Independente da época, o objetivo é o mesmo, no passado
tratava-se da redução de tempo na execução das tarefas, hoje, vemos como
fundamental para redução de custo.
Há basicamente três tipos de soluções em virtualização para atender a infraestrutura de TI, que são:
- Virtualização de servidores (Hypervisor);
- Virtualização de aplicativos;
- Virtualização de desktops.
Virtualização de servidores: Conhecidos como
hypervisor, são sem dúvida o mais usado entre os três. Hypervisor é a
tecnologia que permite a um único servidor físico rodar,
simultaneamente, mais de um Sistema Operacional, mesmo que sejam
heterogêneos. Isso mesmo, você pode, em um mesmo equipamento, executar
Windows Server, Novell, Linux e Unix. Um fator determinante para adoção
desta é o gerenciamento centralizado, manutenção e otimização de de
espaço.
Virtualização de aplicativos: Basicamente,
virtualização de aplicações é a possibilidade de acessar, utilizar e
produzir aplicações de forma remota, sem a necessidade de instalação da
mesma no computador (máquina) na qual se está operando. Primeiramente,
este acesso era feito apenas em LAN ou através de VPN, sendo obrigado a
configuração de um cliente, como se fosse um discador antigo de ASDL,
mas com o surgimento do mundo Web, hoje é possível o acesso via
internet, de forma simples, fácil e segura, com possibilidades até de
acessos mobile através de smartphones e tablets. Cada vez mais se tem
falado sobre esta, com o crescimento e concretização do SOA.
Virtualização de desktops ou VDI: Consiste em criar
instâncias de máquinas virtuais, também chamados de desktops virtuais,
para os usuários da rede, com recursos avançados de gerência, controle e
segurança. Os usuários podem fazer acesso às suas máquinas virtuais
através dos conhecidos thin clients, de conexões TCP, ou simplesmente
através de um navegador web comum. É uma grande tendência, devido à
iminente demanda por gestão e segurança das informações corporativas. É
também, uma tecnologia que assim como as grandes ondas, voltam a tona,
ganhando espaço, já que tivemos uma experiência como esta, na época dos
mainframes, a qual perdeu espaço, devido ao alto custo, mas, com a atual
tecnologia dos servidores, tornou-se viável.
Como vimos, a virtualização pode ser vista como sinônimo de economia,
produtividade e gerenciamento. O que vale notar nessa conversa, são as
razões para se utilizar a virtualização e quais benefícios podemos
agregar com o uso desta tecnologia. Fato é que a cada dia tem-se
discutido mais sobre o assunto, surgindo também novas ferramentas de
implementação, quer seja em servidores, desktops ou aplicações.
Este artigo, pode também ser visto nos portais abaixo:
Por João Balbino
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